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Alba e Irã (acontecimentos importantes da semana)

Publicado por: Fabio Sahd

Equador entra hoje para bloco regional de inspiração chavista

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FABIANO MAISONNAVE
da Folha de S. Paulo, em Caracas

O presidente Rafael Correa chega hoje à Venezuela para formalizar a entrada do Equador na Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), bloco de perfil esquerdista comandado pelo colega Hugo Chávez e que reúne também Bolívia, Nicarágua e Cuba.

Dentro do bloco, a principal bandeira de Correa deverá ser a criação de uma moeda comum, já batizada de sucre, em homenagem a Antonio José de Sucre (1795-1830), herói da independência da América espanhola.

Inicialmente, a proposta de Correa é lançar o sucre como sistema de compensação para o pagamento de importações e exportações. A Venezuela tem dito que a moeda levará de 5 a 8 anos para ser criada.

Além dos quatro países já citados, Honduras também faria parte do sucre. Os outros três países-membros, Dominica, São Vicente e Granadinas e Antígua e Barbuda não se integrarão ao sistema. Os dois últimos também oficializarão a sua incorporação ao bloco hoje.

Opositor convoca novo protesto no Irã; líder supremo diz que não cederá

Estão ocorrendo diversas mobilizações no Irã para anular o resultado da eleição que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Os opositores alegam fraudes na eleição. Atualmente a situação política no Irã se define por, conservadores de um lado, favoráveis ao governo de Ahmadinejad, e opositores de outro, que visam uma maior abertura política e social e aproximação com o “Ocidente”, partidários do candidato derrotado nas eleições Mir Hossein Mousavi.

Para entendermos a situação atual do Irã, temos que entender sua história.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, de modo a assegurar para si próprios os recursos petrolíferos iranianos. Os Aliados forçaram o a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company, um conflito entre o xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último.

O reinado do xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 1970. Com apoio americano e britânico, Reza Pahlavi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia.

Em 1979, a chegada do Aiatolá Khomeini, após 14 anos no exílio, dá início à Revolução Iraniana – apoiada na sua fase inicial pela maioria da população e por diferentes facções ideológicas – provocando a fuga do Xá e a instalação do Aiatolá Ruhollah Khomeini como chefe máximo do país. Estabeleceu-se uma república islâmica, com leis conservadoras inspiradas no Islamismo e com o controle político nas mãos do clero. Os governos iranianos pós-revolucionários criticaram o Ocidente e os Estados Unidos em particular pelo apoio dado ao xá; as relações com os EUA foram fortemente abaladas em 1979, quando estudantes iranianos tomaram funcionários da Embaixada americana como reféns. Posteriormente, houve tentativas de exportar a revolução islâmica e apoio a grupos militantes anti-Ocidente como o Hezbollah do

 

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